Associando-se às comemorações dos 50 anos da independência de Cabo Verde, Cabo Verde & a Música – Museu Virtual apresenta uma exposição de capas de discos editados no contexto da luta de libertação e nos primeiros anos a seguir à independência.
São obras que revelam bem o espírito daqueles tempos, não só em Cabo Verde mas também nos outros territórios sob controle português em vias de se tornarem países independentes.
Através de algumas destas capas têm mensagens contundentes, pelo que mostram visualmente e pelos textos que veiculam. Não são apenas invólucros das mensagens de exortação à luta, são elas próprias afirmações visuais do compromisso com a libertação. Através delas percebe-se o sentimento de músicos, compositores e cantores engajados na luta por uma nova era, a “nova aurora” que Waldemar Lopes da Silva cantou em forma de morna.
Alguns desses discos surgem depois da independência conquistada, o que pode gerar o questionamento sobre se não seriam já anacrónicos ao se referirem às questões do colonialismo. Mas a intensidade daquele momento histórico certamente reverberou entre os criadores musicais durante um bom tempo, o que justifica que alguns anos após a independência ainda se cantassem músicas de protesto. Além disso, um disco não se faz de um dia para o outro. Muito menos naquela época.
Pesquisa, produção e texto: Gláucia Nogueira
Webdesign: Javé
Sugestão de audição:
Associando-se às comemorações dos 50 anos da independência de Cabo Verde, Cabo Verde & a Música – Museu Virtual apresenta uma exposição de capas de discos editados no contexto da luta de libertação e nos primeiros anos a seguir à independência.
São obras que revelam bem o espírito daqueles tempos, não só em Cabo Verde mas também nos outros territórios sob controle português em vias de se tornarem países independentes.
Através de algumas destas capas têm mensagens contundentes, pelo que mostram visualmente e pelos textos que veiculam. Não são apenas invólucros das mensagens de exortação à luta, são elas próprias afirmações visuais do compromisso com a libertação. Através delas percebe-se o sentimento de músicos, compositores e cantores engajados na luta por uma nova era, a “nova aurora” que Waldemar Lopes da Silva cantou em forma de morna.
Alguns desses discos surgem depois da independência conquistada, o que pode gerar o questionamento sobre se não seriam já anacrónicos ao se referirem às questões do colonialismo. Mas a intensidade daquele momento histórico certamente reverberou entre os criadores musicais durante um bom tempo, o que justifica que alguns anos após a independência ainda se cantassem músicas de protesto. Além disso, um disco não se faz de um dia para o outro. Muito menos naquela época.
Pesquisa, produção e texto: Gláucia Nogueira Webdesign: Javé
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