PENSAR A MÚSICA
Um espaço para refletir sobre questões que incidem sobre as diferentes expressões musicais cabo-verdianas. Músicos e outros interessados são convidados a trocar ideias sobre os temas trazidos aqui. E também aceita-se sugestões para novos debates.
Envie o seu comentário ou sugestão para: contato@caboverdeamusica.online
Debate proposto
por Djoy Amado
Introduson di meiu ton alegadamenti pa B.Léza (ka ten konsensu) ê konsideradu un mumentu markanti na Morna. LEIA MAIS…
Progressão básica de talaia baxu
Talaia Baixo tem uma progressão harmónica interessante! Para já, a cadência imperfeita é uma curiosidade dentro da progressão harmônica... LEIA MAIS...
Debate proposto
por Djoy Amado
Debate proposto
por Djoy Amado
Betú: o rei do acorde napolitano
Não há nenhum outro compositor cabo-verdiano que tenha feito tanto uso do Acorde napolitano nas mornas em tonalidade menor quanto o Betú! LEIA MAIS...
"Casca de banana musical": "Karabiloke" de Tibau Tavares
Tibau Tavares fez o mesmo exercício de engano que o Orlando Pantera em relação ao batuku, utilizando uma “casca de banana” chamada "mazurka”. LEIA MAIS...
Debate proposto
por Djoy Amado
QUESTIONANDO MITOS
‘Morna câ ê sô dor’, nem só amor
Será que a morna é sempre romântica e sentimental?
Artigo de Gláucia Nogueira e Djoy Amado
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A koladera, ou a alegria de não zombar
A crítica ao comportamento feminino é, ainda hoje, uma característica da koladera?
Artigo de Gláucia Nogueira e Djoy Amado
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ARTIGOS
Do ‘badju di gaita’ ao funaná-soukouss, da música rural ao pop: o percurso do funaná ao longo de um século. Artigo de Gláucia Nogueira e Jo di Bango. Publicado na Revista Brasileira de Estudos da Canção (REBEC).
A koladera: hipóteses para uma genealogia. Artigo de Gláucia Nogueira e Djoy Amado. Publicado na revista GIS-Gesto, Imagem e Som.
As expressões musicais em cabo verde, seu papel e estatuto na luta de libertação e no pós-independência. Artigo de Gláucia Nogueira publicado na revista Cadernos de Estudos Africanos.
POLÉMICAS
Reportagem em texto e vídeo da Inforpress mostra insatisfação de alguns músicos com a falta de espaço para a música tradicional nos grandes festivais do país.
Leia aqui o artigo.
Texto de Paulo Lobo Linhares questiona os créditos aos músicos participantes em vídeos apresentados no Youtube.
Leia aqui o artigo.
Sobre a ausência de música tradicional de Cabo Verde em eventos municipais
Nela bebemos, nos carimbamos musicalmente e conhecemos passado para fazer o hoje e o amanhã. Pergunto: Não terão as instituições públicas, como a CMP, alguma obrigação em mostrar e expor a nossa música tradicional? Sendo um pelouro da cultura, creio que não pode fugir aos grupos tradicionais – clássicos ou os que inovam a tradição.
Não tenho nada contra os grupos musicais de entretenimento, devem constar do cartaz. Fará certamente parte de um dos pilares do maior festival da cidade. Contudo aliado a isso terá de haver o que é nossa identidade a caminhar de mãos dadas.
Talvez a “massa não aprove”… preferência para o que os leva a dançar (?) até as 6 da manha”, mas cortar alguns grupos que só trazem entretenimento, ou se quisermos, entreteniMente, e que por tal pagam-se talvez balúrdios, e apostar nos grupos tradicionais possa ser um tipo de solução mais adequada a todos.
Estamos numa época em que a todo o momento – basta estar atento – vê-se jovens com potenciais enormes, e que transformam o tradicional, dão-lhe os sons de hoje mas com o substrato de ontem. É só prestar atenção.
Não há já o porquê de insistir em cartazes gastos, e é sim tempo de dar palco aos que esperam – e a fila é enorme. E de muita qualidade e querer cultural. Querem palcos dos festivais.
Se somos o país que quer ser exportado pela música o festival mais marcante da(s) ilha(s ) tem de apostar nisso também. Sempre defendi – a assim o fiz – que os produtores da música “não mainstream” , devem arranjar soluções quando não há… Incluíndo palcos. Mas não esquecer que os deveres são iguais para todos os músicos e por tal os municípios não podem dar quase sempre aos mesmos os palcos maiores… E no extra ao que é inerente à gestão numérica (duvido muito da sustentabilidade baseada em cartazes já batidos), não morará o problema maior? O que a juventude aprende? Não será obrigação dos pelouros da Cultura propor aprendizagem ou conhecimento do que é tradicional da nossa música? O que se ouve e que traga a marca da nossa cultura?
Neste cartaz não vi muito.
É claramente o tempo de rever formatos de festivais, criar quotas (percentuais para o tradicional), chamar equipas de curadorias (pessoas que já deram provas no trabalho com a nossa música) a bem da música e do nosso país. Gamboa é festival de referência da cidade… Não pode ser só entretenimento mainstream.
É tempo dos palcos dos maiores festivais da cidade serem também injetados com mais pedagogia músico-cultural – se assim o quisermos chamar – a bem de todos e não só de uma parte.
Que se abram palcos, oiça-se todos e tudo e que o Festival da Gamboa seja também referência da nossa música tradicional. Paulo Lobo Linhares, texto publicado no Facebook em 25.06.2026.