Adão de Juvita

Por GN em

Adão Silva Gomes

Rabil, Boa Vista, 1923 – Boa Vista, 1991

Compositor

Compositor da ilha da Boa Vista, Adão de Juvita foi ao longo da sua vida um pouco de tudo: carpinteiro, pedreiro, relojoeiro, telegrafista no exército colonial, condutor e caixeiro numa mercearia em Sal Rei. Quem nos fornece essas informações é o investigador António Germano Lima, num artigo no Voz di Povo (14.05.1983), no qual recorda que é ao período a seguir à II Guerra Mundial, com sua influência nos aspetos material e psicológico, que remetem os temas de Adão de Juvita. As suas composições, escreve, “levam-nos a essa época, mostrando-nos, de certo modo, a vida e a convivência social do boavistense do Rabil”.

São composições que se caracterizam “pela rima alegre, pelo falar despreocupado, enquanto se baseiam em factos concretos: o dia-a-dia de um tempo marcado pela seca e pela miséria”, escreve Lima, que enumera no seu artigo alguns temas do compositor: “Si bô e Alberto bô t’chegue d’perto”; “Cotche pelode”; “Q’ze que nos sem Ti Manel” (gravada pelo grupo Djalunga como“Timanel”); “Spenhol ca tem miol”.  

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