Produtores e editores da música cabo-verdiana







A maioria dos personagens apresentados nesta página são cabo-verdianos na diáspora. Seja em Portugal, Holanda, França, Estados Unidos, o papel que os emigrantes desempenharam na música de Cabo Verde ao longo do tempo fica muito evidente quando é da edição de discos que se trata. E não podia ser diferente, já que até o final do século XX estúdios de gravação num nível profissional sequer existiam em Cabo Verde. Por outro lado, a vida nos países de destino da emigração permitia o acesso a meios tecnológicos e financeiros possibilitando esse trabalho. Conheça esses personagens:

Al Lopes, guitarrista nascido em New Bedford, criou a editora Verdatones, ainda nos tempos dos discos de 78 rotações, editando discos da sua própria banda e de outros artistas. Mais tarde vendeu-a a Joli Gonsalves.

O produtor e editor português Armando Carrondo foi o responsável por um enorme número de discos lançados em Portugal nos anos 1970 e 1980, pela etiqueta Do La Si e Electromovel.

Bana, um dos mais célebres cantores cabo-verdianos, teve também a sua faceta de produtor e editor de discos, nos anos 1970 e 1980, com as etiquetas Discos Montecara e Discos Mindelo.

Djô da Silva, fundador da Lusafrica, em Paris, personagem que está na origem do sucesso mundial de Cesária Évora e do lançamento de um grande número de artistas cabo-verdianos e de outros países.

Djunga de Biluca, fundador da Casa Silva e da Morabeza Records, figura incontornável na comunidade cabo-verdina na Holanda, do ponto de vista musical e também político.

Gugas Veiga, que começa a se interessar pela área musical nos anos 1990, com grupos de hip-hop, tem um longo percurso, no qual o acontecimento mais recente foi ter-se tornado ministro da Cultura, em 2024.

Jean Claude Gomes. Nascido no Senegal e a viver desde a juventude na Holanda, criou a editora e loja Atlantic Music, editando seus próprios álbuns e de muitos outros artistas cabo-verdianos.

Joli Gonsalves, além do seu percurso artístico como cantor, teve três editoras: Joli Tinker Publishing Co., Gon-Jo Publishing Co. e Lota Discos, esta última a única especializada em música cabo-verdiana nos Estados Unidos nos anos 1960.

O produtor português José Augusto foi o proprietário da editora IEFE, responsável pela edição de muitos discos de música cabo-verdiana em Portugal nos anos 1980.

José Mestre – under construction.

Júlio, based in Brockton, dedicated several years in the late 1990s to record production and publishing through his label Globe Productions, which specialized in funaná ‘ferro & gaita’ albums.

Júlio do Rosário, produced and released albums in the U.S. for a variety of Cabo Verdean artists across generations and genres through his publishing company was Rosário Brothers. Later, he founded Boa Música in Mindelo.

Manuel de Kings Records, who has lived in the Netherlands since the 1970s, was a driving force behind the rise of zouk wave in the late 1980s.

Ramiro Mendes, with MB Records, released albums in the 1990s for his own group and other artists from Cabo Verde and Portuguese-speaking African countries.

Rui Machado, engineer by profession, dedicated his retirement years to music publishing, curating several thematic compilations of Cabo Verdean music.

Tony Neves, , a travel and tourism entrepreneur based in New Bedford since the 1980s, briefly worked in the music industry, promoting emerging talent and producing albums for traditional artists like Nho Raul de Pina and Nho Djonzinho Alves.

Zé di Sucupira, a trader at the Sucupira market in Praia, spent a decade publishing CDs and DVDs before abandoning the activity due to rampant piracy.

Zé Orlando, founder of Sons d´África in Amadora, Portugal, helped launched the careers of numerous Cabo Verdean artists, as well as musicians from other Portuguese-speaking African countries.