Tour, La

Grupo, 1991 – 1995
O grupo La Tour existiu em Brockton (EUA) na primeira metade da década de 1990 e era formado, num primeiro momento, por Galvão (baixo), Tony Baca Brabu (teclas), Pulonga Bita (voz), José Azancoth (voz), Pulan Miranda (guitarra) e Jimmy Delact (bateria). Philipe Monteiro logo foi convidado como segundo tecladista. O nome foi dado por Galvão, que era professor de francês.
Passado algum tempo, houve mudanças na formação: Tony Baca Brabu foi substituído por Patchely, nas teclas; no lugar de Jimmy entrou Tchico Évora, na bateria; e Pulan saiu, passando a ser Luís Karantonis o guitarrista. A seguir, Calu di Guida entrou como guitarrista no acompanhamento, enquanto Karantonis era guitarra solo. Quando este último deixou o grupo, Pulan regressou por um curto período, antes sair definitivamente. Quando Patchely, por sua vez, saiu, entrou para o seu lugar Tommy Fontes nas teclas, informa Calu di Guida a Cabo Verde & a Música – Museu Virtual.

Em 1994, Calu e Galvão saíram e, em Boston, vieram a dar origem ao Uprising. O La Tour fez uma única atuação depois disso e então paralisou as atividades. O grupo gravou um único projecto descográfico, no estúdio dos Mendes Brothers, mas o disco não chegou a ser editado.
Contudo, um CD editado em 1995, Crítica, traz o nome do La Tour, embora este grupo não existisse mais, segundo Calu. Esta fonte explica desta forma o ocorrido: “Três membros do La Tour – José Azancoth (voz), único da formação inicial, Philipe Monteiro, (teclas e voz) e Luís Karantonis (agora no baixo) – juntaram-se a Zé Timas (guitarra) e Tchesco (voz) e formaram uma banda chamada Jazz Cape, e foi este grupo que gravou o disco. Contudo, “dada a reputação que o La Tour já tinha na comunidade, resolveram usar o nome do grupo no projecto Crítica, mas o La Tour já tinha desaparecido quando gravaram esse disco”, afirma Calu di Guida.
Jazz Cape foi uma designação transitória, “que não correspondia nem refletia adequadamente o estilo musical que a banda procurava afirmar”, afirma Zé Timas, que tem também recordações dessa época: “O nome La Tour já existia, ainda que poucos tivessem real conhecimento da sua presença – ou, talvez, a tenham simplesmente ignorado. Quando ingressei no grupo, manifestei aos colegas a necessidade de adotarmos uma nova designação, uma vez que já existia outro conjunto de caráter jazzy com o mesmo nome. Dessa reflexão nasceu Majestik, nome que utilizámos por um breve período” (Zé Timas em entrevista a Cabo Verde & a Música – Museu Virtual, dezembro 2025).
Contudo, ao ser lançado aquele que foi o único disco do grupo, o nome La Tour foi “ressuscitado”. “Não recordo com precisão como, nem por que motivo, mas, no término da gravação, um dos membros de Majestik, que anteriormente também fizera parte do La Tour, assumiu a dianteira e, em consonância com o produtor executivo do álbum Crítica, fez ressurgir a designação La Tour”, esclarece. “O álbum Crítica alcançou êxito, é verdade, mas trouxe igualmente a sua quota de desencanto — e, lamentavelmente, foi atravessado por episódios de manifesta desonestidade”, refere Zé Timas.
Discografia
- Crítica, CD, ed. do grupo, Brockton, 1995.