Ques Moce

Por GN em

Ques Moce. Imagem cedida por Dany Silva

Grupo, 1973 – 1973; 2026

No início dos anos 1970, um grupo de jovens cabo-verdianos em Lisboa, estudantes na maioria, reúne-se habitualmente para tocar. A certa altura, decidem gravar um disco.

São eles: Miquinha (Amílcar Spencer Lopes); Humberto Évora e Bilocas Lima (violões); Evaristo (violino); Cotchy (voz); Dany Silva (baixo); e Zeca (cavaquinho). A eles juntam-se os portugueses Gil (piano) e Zé Dias (bateria). Dany Silva fez os arranjos.

Mornas clássicas, temas populares e composições dos membros do grupo formam o repertório do disco, que foi reeditado em CD em 1995 por um dos antigos integrantes, o médico Humberto Évora. Mas a história não acaba aqui.

 Em 2026, e com o mesmo “espírito de diletantismo musical – entendido aqui como amor gratuito à arte – mas enriquecido por novas experiências, maturidade e energias renovadas”, como refere a nota de divulgação, surge o Quês Moce 2.0. O grupo tem novos integrantes, num “elenco inter-geracional e internacional que junta memórias coletivas, reinvenção, novas formas de criar e de compor música de Cabo Verde”.

Humberto Ramos está nas teclas e na direção musical e artística; Dany Silva, Ana Firmino, Djone Santos, Frabizio Croce, Rui Gomes e Íris Lima são os vocalistas; Humberto Évora e Bilocas Lima assumem os violões; Pinúria, o baixo; Blimundo, bateria e percussão; Filippo Baraldi e Ivan Stabila, os violinos.   

Ques Moce, reencontro em 2023, 47 anos depois: Dany Silva, Humberto Évora,Miquinha, Bilocas Lima. Foto cedida por Miquinha

Sentimento Perdido é o título do álbum com que o grupo reaparece e evoca a tradição cabo-verdiana, porém, “enformado com novas ideias e inspirações conceptuais no plano harmónico, melódico e orquestral”, como afirmam os seus músicos na nota que apresenta o álbum.

Discografia

  • Pará b’ovi, LP, Silsom-Manuel Marques da Silva, Lda., 1977. Em CD: Kazumbi, Macau, 1995(Quês Moce).
  • Sentimento perdido, ? , 2026 (Quês Moce 2.0).

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