Ney Miranda

Emanuel Miranda
Ilha Brava, 1973
Multiinstrumentista
Ney Miranda, músico radicado nos Estados Unidos desde a sua adolescência, é uma das figuras de destaque no meio musical da comunidade cabo-verdiana em Massachusetts, tendo já acompanhado dezenas de artistas em atuações e em gravações.
A música já era uma presença forte na infância na Ilha Brava, pois vários familiares tocavam violino. Em entrevista ao site Bravanews, conta Ney Miranda que o primeiro instrumento que tocou, por volta dos 6 anos, foi o cavaquinho. “Lembro claramente de ir a um desfile de Carnaval onde havia muitas pessoas cantando e dançando. Havia também músicos tocando, e eu fiquei hipnotizado olhando para o cavaquinho. Quando cheguei em casa, peguei o cavaquinho e simplesmente comecei a tocar, do nada…”
Aos 14, tocava na igreja. Certo dia, segundo o seu relato, um primo levou-o a um concerto da banda em que tocava, Cabo Verde 77. A dado momento, o primo chamou-o ao palco e, sendo tão jovem, com um violão maior do que ele próprio, Ney chamou a atenção da plateia. Muitas pessoas se aproximaram e começaram a dar-lhe dinheiro, recorda. “Acho que naquela noite voltei para casa com uns 300 ou 400 dólares. Nos anos 1980, isso era muito dinheiro — especialmente para alguém da minha idade.”. Foi a sua primeira apresentação num palco grande.
No início da década de 1990, a convite de Biús, entrou no Jamm Band. Participou também do grupo Os Troubadours, com primos e irmãos, e do Kola Band.
Viajou para Cabo Verde com Os Pecos e, com os Mendes Brothers, tocou em Portugal e percorreu vários países africanos. Nessa altura, já tocava baixo. Começou a ser convidado para acompanhar artistas em estúdio, casos de Bana, Tito Paris, Mirri Lobo e Grace Évora, entre outros, o que vem fazendo desde então.
Em 2025 Ney Miranda anunciou que estava trabalhando num álbum próprio, cuja proposta seria uma fusão de jazz com a música cabo-verdiana.



Para saber mais
Entrevista a Bravanews